Cântico Espiritual (29)
Se no prado floridoEu mais não for nem vista nem achada,Direis que me hei perdido,Que, andando enamorada,Me dera por perdida e fui ganhada.
Se no prado floridoEu mais não for nem vista nem achada,Direis que me hei perdido,Que, andando enamorada,Me dera por perdida e fui ganhada.
Minha alma Lhe hei dadoE tudo o que era meu ao seu serviço.Não queirar já o gadoNem já tenho outro ofício,Pois é somente amar meu exercício.
Ali me deu seu peito,Ciência me ensinou mui saborosaE eu me dei de direitoSem Lhe negar mais cousa;Ali Lhe prometi ser sua esposa.
Na interior adegaDe meu Amado bebi, e quando saíaAo longo desta veiga,Já nada eu sabiaE meu gado perdi, que antes seguia.
Acorrem as donzelas,No encalço dos teus rastros, ao caminho;Ao toque de centelhas,Ao perfumado vinho,Emanações de bálsamo divino.
Esposa Nosso leito floridoCom grutas de leões entrelaçado,De púrpura tecido,De paz edificado,De mil escudos de oiro coroado.
Sob a macieira entãoAli comigo foste desposada,Ali te dei a mãoE foste reparadaLá onde tua mãe foi violada.
O Convento dos Padres Carmelitas Descalços, em Avessadas, Marco de Canaveses, foi o lugar escolhido pela Agência Ecclesia para uma reportagem em vídeo dedicada ao silêncio, à oração e à interioridade. Integrada na série «Habitar o silêncio», a reportagem, emitida no Programa Ecclesia da RTP2, dá a conhecer este convento carmelita, também conhecido como Santuário
Convento de Avessadas: uma casa onde é possível «habitar o silêncio» Continuar a ler »
Entrada foi a esposaNaquele ameno horto desejadoE a seu gosto repousa,O colo reclinadoSobre os tão doces braços do Amado.
Pelas amenas lirasE canto de sereias vos conjuroQue cessem vossas irasE não toqueis no muroPara um sono da esposa mais seguro.