O Senhor não me abandonará às minhas limitações

Senhor infinitamente bom,
Tu conheces o meu coração e as minhas fraquezas.
Não me abandonarás.
És infinitamente justo
e não me pedes nada
que ultrapasse as minhas forças.
A minha felicidade é sem limites
quando contemplo a tua infinita justiça
e confio tudo nas tuas mãos.

Sei-o por experiência:
sobre o meu caminho juncado de inúmeros obstáculos,
na minha noite de provações sem nenhuma saída,
Tu nunca me abandonaste,
Tu, o infinitamente justo.

Nos momentos em que estava quase a desmaiar
Sob o peso da dor,
afastaste-te de mim?
Estavas mais próximo do que nunca.
Quando me sentia sentado a desesperar
ou a abandonar tudo,
quando fora e dentro
a tempestade destruía tudo,
quando soprava o vento da calúnia
conta as minhas intenções e os meus actos,
Senhor, tu nunca me abandonaste.

Foi então que o Espírito Santo
me ensinou
o que eu devia fazer,
o que devia dizer.
Foi então que derramou coragem
e esperança
na minha alma débil.
Foi Ele que me confortou.

Nunca o Senhor me abandonará
às minhas limitações (cfr Lc 12,11-12);
doutro modo, seria ainda Deus?

Francisco-Xavier N. Van Thuan, Cardeal