Deus é tão amigo que o governo e trato do homem
seja por outro homem a ele semelhante, e que o homem seja dirigido e governado por razão natural,
que totalmente quer que
não demos inteiro crédito às coisas
que sobrenaturalmente nos comunica, nem que em nós façam força
confirmada e segura
até que passem por este aqueduto humano da boca do homem.
E assim, sempre que alguma coisa diz ou revela à alma,
di-lo de maneira a pôr
na mesma alma uma inclinação
para o dizer a quem convém que se diga; e até isto se fazer
não costuma dar inteira satisfação, por o homem não o ter tomado
de outro homem semelhante a ele.
S 22, 9


