Cântico Espiritual (35)
Em solidão vivia,E em solidão seu ninho foi urdido,E à solidão a guiaA sós o seu Querido,Também na solidão de amor ferido. Esposa
Na nossa família de Carmelitas Descalços o ano de 2026 será ano jubilar. No próximo ano celebram-se os trezentos anos da canonização de São João da Cruz e o centenário do seu doutoramento eclesial.
Em solidão vivia,E em solidão seu ninho foi urdido,E à solidão a guiaA sós o seu Querido,Também na solidão de amor ferido. Esposa
A cândida pombinhaÀ Arca com seu ramo há regressado,E já a rolazinhaO sócio desejadoEm as verdes ribeiras tem achado.
Não queiras desprezar-mePorque, se cor morena em mim achaste,Já bem podes olhar-meDepois de que me olhaste,Pois graça e formosura em mim deixaste. Esposo
E quando Tu me olhavas,Sua graça teus olhos me imprimiam;Por isso me adoravasE nisso mereciamMeus olhos adorar o que em Ti viam.
Naquele só cabeloQue em meu colo voando reparaste,Por no meu colo vê-loDele preso ficasteE num só dos meus olhos Te chagaste.
De flores e esmeraldasNas frescas madrugadas escolhidas,Faremos as grinaldasEm teu amor floridasE num cabelo meu entretecidas.
Se no prado floridoEu mais não for nem vista nem achada,Direis que me hei perdido,Que, andando enamorada,Me dera por perdida e fui ganhada.
Minha alma Lhe hei dadoE tudo o que era meu ao seu serviço.Não queirar já o gadoNem já tenho outro ofício,Pois é somente amar meu exercício.
Ali me deu seu peito,Ciência me ensinou mui saborosaE eu me dei de direitoSem Lhe negar mais cousa;Ali Lhe prometi ser sua esposa.