Cântico Espiritual (6)
Ai quem virá curar-me?Vem entregar-Te já, pois a Ti espero.Não queiras enviar-meMais nenhum mensageiroPorque dizer não sabem o que eu quero.
Na nossa família de Carmelitas Descalços o ano de 2026 será ano jubilar. No próximo ano celebram-se os trezentos anos da canonização de São João da Cruz e o centenário do seu doutoramento eclesial.
Ai quem virá curar-me?Vem entregar-Te já, pois a Ti espero.Não queiras enviar-meMais nenhum mensageiroPorque dizer não sabem o que eu quero.
Mil graças derramandoPassou por estes soutos com pressuraE, assim os indo olhando,Com sua só figuraVestidos os deixou de formosura.
Ó bosques e espessurasPlantados pela mão do meu Amado!Ó prado de verdurasDe flores esmaltado,Dizei se Ele por vós terá passado!
Buscando os meus amores,Irei por esses montes e ribeiras;Não colherei as floresNem temerei as ferasE passarei os fortes e as fronteiras!
Pastores, se subirdesAlém pelas malhadas ao outeiroE porventura virdesAquele a quem mais quero,Dizei que sofro, peno e a morte espero!
Sobre a margem das correntesQue em Babilónia encontravaLá eu me sentei chorandoE ali a terra regavaRecordando-me de ti,Ó Sião, a quem amava;Tua lembrança era doceE com ela mais chorava.Deixei os trajes de festa,Os de trabalho tomavaE pendurei nos salgueirosA música que levava,A depondo na esperançaDo que de ti esperava.Ali me feriu o amorE o coração
Romance sobre o salmo “Super flumina Babylonis” Continuar a ler »
Sobre o nascimento Já sendo chegado o tempoEm que de nascer havia,Assim como desposadoDo seu tálamo descia,Abraçado à sua esposa,Que em seus braços a trazia;O qual a Mãe graciosaEm um presépio estendia,No meio de uns animaisQue na altura ali havia.Diziam cantos os homensE os anjos melodiaFestejando os esponsóriosQue entre aqueles dois havia:Deus, porém, nesse presépioAli
Continua Chamou então um arcanjoQue Gabriel se diziaE enviou-o a uma donzelaQue se chamava Maria,De cujo consentimentoO mistério se fazia;Na qual a Suma TrindadeDe carne o Verbo vestia.E embora de três a obra,Somente num se fazia;Ficou o Verbo encarnadoEm o ventre de Maria.E o que tinha apenas Pai,Também já Mãe possuía.Porém não como qualquerQue de
Continua a Encarnação Já que o tempo era chegadoEm que fazer-se deviaO resgate da esposaQue em duro jugo serviaDebaixo daquela leiQue Moisés dado lhe havia;O Pai com amor bondosoDesta maneira dizia:«Já vês, Filho, à tua imagemTua Esposa eu a faziaE no que a ti se pareceContigo bem condizia;Difere, porém, na carneQue em teu ser não