Testamento
Enterrem-me no rio,Perto de uma garça branca.O resto já será meu.E aquela correnteza francaQue eu, passando, pedia,Será pátria recuperada.O êxito do fracasso.A graça da chegada.A sombra-em-cruz da vidaSob este sol de verdadeTem a exata medidaDa paz de um homem morto…E o tempo é eternidadeE toda a rota é porto! D. Pedro Casaldáliga, bispo de São











