A esperança está no centro do Jubileu

Queridos irmãos e irmãs, nunca esqueçamos disso: a esperança não desilude! A esperança nunca desilude! A esperança é aquela corda com a âncora à qual, na praia, nos agarramos. E isso nunca desilude! Isto é importante também para a vida das Comunidades cristãs, das nossas Igrejas e relações ecuménicas. Por vezes, sentimo-nos esmagados pelo cansaço, desanimamos perante os resultados do nosso esforço, parece-nos até que o diálogo e a colaboração entre nós não têm esperança, estão condenados quase à morte, e tudo isto faz-nos experimentar a mesma angústia de Marta. Mas, o Senhor vem. Acreditamos nisto? Acreditamos que Ele é ressurreição e vida? Que toma as nossas fadigas e nos dá sempre a graça de retomar, juntos, o caminho? Acreditamos nisto?

Esta mensagem de esperança está no centro do Jubileu que iniciámos. O apóstolo Paulo, cuja conversão a Cristo recordamos hoje, dizia aos cristãos de Roma: «A esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5, 5). Todos nós – todos! – recebemos o mesmo Espírito, e este é o fundamento do nosso caminho ecuménico. É o Espírito que nos guia neste caminho. Não se trata de coisas práticas que fazem com que nos compreendamos melhor. Não, o Espírito é presente, e temos de seguir sob a orientação desse Espírito.

[…]

Em Jesus, a esperança é sempre possível. Ele sustenta também a esperança do nosso caminho comum na sua direção. Surge, por isso, de novo a pergunta feita a Marta e, nesta tarde, a cada um: “Crês nisto?”. Acreditamos na comunhão entre nós? Acreditamos que a esperança não desilude?

Papa Francisco: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2025/documents/20250125-vespri-unita-cristiani.html