É necessário pressupor uma verdade, e é: que, como muitas vezes o sentido
da parte inferior do homem,
não é nem pode ser capaz de conhecer nem compreender a Deus como Deus é. De maneira que nem a vista O pode ver, nem coisa que com Ele se pareça,
nem o ouvido ouvir a sua voz, nem som que se lhe pareça,
nem o olfacto pode cheirar cheiro tão suave,
nem o gosto alcança sabor tão subido e saboroso, nem o tacto pode sentir toque tão delicado
e tão deleitável, nem coisa semelhante;
a sua forma, nem figura alguma que o represente, pode cair no pensamento nem na imaginação, dizendo-o Isaías (64, 4; 1 Co 2, 9) assim:
Nem o olho O viu, nem ouvido ouviu,
nem caiu no coração do homem.
S 3, 24, 2


