Em dia de feriado nacional, a nossa Província rumou, junta, para Figueiró dos Vinhos, onde a nossa Ordem teve um convento dedicado à formação dos jovens religiosos.
Este encontro fraterno iniciou-se pelas 11:00 com uma visita guiada aos espaços do antigo convento. A visita foi orientada pelo Pe. Francisco Maria Braguês e pela Dª Fátima Aires, catequista e membro do Conselho económico da Paróquia de São João Baptista de Figueiró dos vinhos.

Por a igreja conventual não se apresentar nas melhores condições, em pós a visita ao convento seguiu-se a celebração da Santa Eucaristia na Igreja Matriz presidida pelo Padre Provincial, Vasco Nuno, e concelebrada pelos Irmãos presentes. Na sua Homilia o Padre Provincial referiu: «São João da Cruz não nos apresenta Deus como uma ideia que temos de compreender perfeitamente. Ele apresenta-nos Deus como Alguém que se encontra, que se experimenta, que transforma a vida. Por isso, um mistagogo é alguém que nos ajuda a entrar no mistério. E o mistério cristão não é uma coisa distante. O mistério é Cristo vivo, que vem ao nosso encontro e nos pergunta: “Queres caminhar comigo?”.
Talvez seja esta a primeira coisa que precisamos de recordar, sobretudo quando estamos a começar um caminho vocacional. A vocação não começa por aquilo que nós fazemos por Deus; começa por aquilo que Deus faz em nós.

Antes de sermos nós a buscar Deus, é Deus quem nos busca; antes de sermos nós a escolher o caminho, há Alguém que nos chama; e depois, pouco a pouco, vamos aprendendo a responder».
E continuou:
«Isto é muito importante numa comunidade religiosa. É fácil amar uma ideia de comunidade. É mais difícil amar concretamente os irmãos com quem vivemos. É fácil falar de fraternidade. É mais difícil ter paciência. É fácil dizer que queremos servir. É mais difícil servir quando estamos cansados ou quando ninguém reconhece aquilo que fazemos. É fácil desejar uma vida espiritual profunda. É mais difícil permanecer fiéis à oração quando não sentimos nada.
E São João da Cruz conhece muito bem este caminho. Ele sabe que a experiência de Deus nem sempre passa por sentimentos fortes, consolações ou certezas. Há momentos de luz, mas também há noites; há momentos em que sentimos Deus muito perto e outros em que parece estar silencioso.
Mas São João da Cruz ensina-nos, precisamente, a não confundir a presença de Deus com aquilo que nós sentimos. Deus continua presente. E é, muitas vezes, na fidelidade silenciosa, na oração perseverante, no serviço escondido, na aceitação do irmão, no perdão e na entrega quotidiana que a experiência de Deus se vai tornando verdadeira».
Depois de um almoço num restaurante local, o grupo dispõe-se a viver intensamente uma tarde cultural com a visita ao Casulo-Casa de José Malhoa, pintor (1855-1933) pioneiro do naturalismo português. Finda a visita, dar-se-á a saída para o Mosteiro do Lorvão onde se cantará a Salve. Seguir-se-á um lanche partilhado e um bom regresso.
Além dos Irmãs sacerdotes participaram no encontro os cinco postulantes e dois aspirantes.


