Entre os dias 25 e 28 de Setembro de 2027, o Papa Leão XIV esteve em França e, sobretudo, foi peregrino em França. A primeira palavra que, rodeado por 80.000 jovens, dirigiu na vigília nocturna do primeiro dia foi: «Obrigado. Obrigado a Deus; obrigado a vós; obrigado pela vossa coragem; obrigado pela vossa presença; obrigado pela vossa fé. Vós sois os santos de hoje!».
Durante aquela vigília, séculos de história dos santos da França desdobraram-se num painel tão espetacular como inesperado. E assim foi que entre tantos esteve a inevitável Teresinha do Menino Jesus incentivando os jovens a seguirem os passos dos grandes santos franceses.
Posteriormente, no sábado, dia 26, durante a sua visita ao Instituto Católico de Paris, o Papa Leão XIV fez uma pausa para rezar na Igreja de São José dos Carmelitas e depois percorreu o caminho dos mártires, já que ali, no dia 2 de setembro de 1792, mais de cem carmelitas, sacerdotes e bispos foram assassinados, depois de se terem negado a renunciar à fidelidade à Igreja.
Na verdade, este lugar tem uma forte ligação com Leão XIV, já que aqui viveu e morreu o Irmão Lourenço da Ressurreição, sapateiro carmelita, cujos diálogos e cartas foram recolhidos e publicados numa obra intitulada «A prática da presença de Deus», livro que Leão XIV lê e recomenda aos católicos, visto que a sua leitura, «desde há muitos anos», o tem guiado e alimentado na sua oração de meditação e na contemplação.
E assim, mais de três séculos depois da morte de frei Lourenço (1691) o Papa ali rezou um Pai Nosso. Nessa ocasião, e na presença de numerosos Carmelitas Descalços, a Província e Paris dos Carmelitas Descalços ofereceu ao Papa primeira edição da quela obra espiritual.
Por fim, na tarde do dia 27 de setembro, domingo, visitou o Carmelo de Lourdes. Aquela visita conteve em si todos os sinais do pastor que vela pelas suas ovelhas, neste particular pela continuidade do lugar central da vida contemplativa na Igreja, tal como tem sido preocupação de Leão XIV desde o início de seu pontificado.
A visita de Leão XIV ao mosteiro carmelita de Lourdes, significa, pois, isso mesmo: a confirmação da importância da contemplação na vida da Igreja e o seu papel indispensável na acção missionária; que é a razão da existência da Igreja.
Imagem: https://www.ewtnnews.com/vatican/live-updates-pope-leo-xiv-in-france


