No passado domingo, dia 7 de Junho, na passagem dos quatrocentos anos da morte da Bem-aventurada Ana de São Bartolomeu, o Padre Geral, frei Miguel María Márquez, dirigiu a toda a família dos Carmelitas Descalços – frades, monjas e leigos – uma carta convidando a que redescubramos esta figura tão saliente da história da nossa família.
No texto daquela carta, frei Miguel Maria convida a meçlhor conhecermos a figura desta nossa irmã, mulher delicada, sensível e próxima dos seus irmãos e irmãs, cuja influência ultrapassou os muros dos claustros da nossa Descalcez.
Ana de São Bartolomeu foi «notável em sua pequenez», disse, porque «ao professar como irmã leiga, ocupou na comunidade o lugar mais invisível e calado, mas apesar disso, era muito aprecidada pelas suas prioresas».
A carta do Padre Geral termina com alguns conselhos, donde destacamos:
1. Em nossa vida de irmãos e irmãs Descalços, procuremos, como esta nossa irmã, valorizar a amizade e os vínculos que nos unem;
2. Procuremos ser como esta «companheira e enfermeira de Santa Teresa», vivendo sempre «em presença de Deus e ‘a’ presença de Deus»;
3. Procure cada um e cada comunidade conhecer, renovar e divulgar o rosto desta nossa irmã.
4. Porque Cristo anda no meio de nós e é o centro das nossas comunidades, aprendamos como ela aprendeu, que «Deus também anda entre as panelas» e desde aí subamos a escada da perfeição, ao mesmo tempo que servimos, acompanhamos, velamos e cuidamos dos irmãos e irmãs com ternura, antecipando as suas necessidades, corrigindo-os delicadamente e defendendo a união sem a impôr.


