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Ordem dos Padres Carmelitas Descalços em Portugal

   
 

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Palavras Maiores

[Oração e oferenda]

 

Ó Amor! Ó Amor! Rogo-Te que Te dês às criaturas.

Faz, ó meu Jesus, que aqueles que ainda Te esperam

não permaneçam mais tempo no erro

pois Tu já vieste uma vez.

Faz, eu Te peço, ó meu Jesus,

que conheçam quão vã e falaz é a sua esperança.

 

Àqueles que como ovelhas extraviadas se apartaram de Ti

faz com que regressem ao Teu amor

e Te reverenciem como seu pastor.

 

Ó Amor, faz com que os que não acreditam voltem a Ti,

pois todos são Tuas criaturas.

 

Ó amor, se se pudesse ver o que somos sem Ti

não de uma mas de mil mortes ficaríamos sem vida.

 

Eu te peço, ó meu Jesus,

concede-me tantas almas quantos passos hoje terei de dar.

Ah, meu Jesus!

Concede-me uma voz forte

que seja ouvida em todas as partes do mundo,

por forma a que este amor seja de todos conhecido e amado.

Que o veneno do amor-próprio, contrário ao Divino Amor, não nos oculte esta sabedoria.

 

Ó Amor! Tu és grande e digno de todo o louvor.

Porém, quem poderá louvar-Te como mereces?

Mesmo que as línguas dos homens e as dos Anjos,

as estrelas do céu e as pequeníssimas areias do mar,

as plantas da terra e as gotas de àgua,

e os pássaros se convertam em línguas para Te louvar

de modo algum serão suficientes.

 

Ó Pai Eterno! Ó Protector das criaturas!

Contempla, Pai, o teu Filho Unigénito

que conTigo é um só Deus

e que obedecendo-Te se fez Homem.

Olha-O todo chagado é por Ele que te peço que perdoes.

Contempla, de novo, ó Pai, a alma de cada criatura

que é Tua pela criação

que é Sua pela redenção.

Já que Ele a remiu com o seu Sangue,

com a Sua Paixão e Morte!

Ó Pai Eterno!

Não deixes que se percam essas almas que são Tuas,

mas perdoa-lhes pela Tua graça e misericórida

e faz com que nunca fiquem abandonadas

pela Tua divina graça.

Para onde quer que olhe só vejo malícia!

Ó Pai! Ó Verbo! Ó Espírito!

Ó Deus trino e uno!

Fazei que recebamos pessoalmente a Tua luz,

para que por ela possamos conhecer e lutar contra o mal.

E a mim concede-me que possa trabalhar por estas almas,

dando a vida se tal for necessário.

 

Ó Verbo!

Como poderei ver uma criatura criada por Ti

que não participe da Tua vida, Tu que és a suma bondade?

 

Gostaria que se encontrassem mil vezes mil

e de novo mil vezes mil milhões de almas

que sempre proclamassem estas palavras:

Não a nós, Senhor, não a nós mas ao vosso Nome dai glória!

 

Ó meu Jesus,

também o teu Sangue clama:

ó Amor, escuta a voz do Teu Sangue!

 

Ó Verbo!

Não te afastes de mim

enquanto eu vir uma alma que esteja privada da Tua luz!

Eu não sou digna de ser ouvida:

não me ouças a mim, que sou demasiado presunçosa,

mas a voz do Teu Sangue.

Eu Te ofereço todo o Sangue

que derramaste na Circuncisão,

que em agonia derramaste durante a Oração no Horto,

que derramaste estando atado à coluna

que derramaste durante toda a Paixão.

Eu Te ofereço todas as obra que realizaste

durante os trinta e três anos que estiveste entre nós

e tudo o que fizeste e sofreste

em toda a tua Vida, Paixão e Morte.

 

Eu Te ofereço Ti, ó Verbo,

aquele dulcíssimo e terno amor

com que amaste a Tua Santa Mãe,

e Te ofereço também o amor que Ela teve para conTigo

e Te ofereço os todos os santos méritos e privilégios.

 

Eu Te ofereço a Ti, ó Pai,

todo o sangue dos mártires

unido ao Sangue que o Verbo Incarnado derramou.

Ofereço-te também toda a sabedoria e a diligência,

as palavras e as fadigas de todos os santos Doutores

em união do Sangue do Verbo Incarnado.

 

E, por fim, ofereço-Te todos os méritos

e as obras justas e santas de todas as criaturas:

a humildade e a obediência, a caridade e a misericórida

e a virtude de todos os eleitos

em união do Verbo Incarnado.

 

[S. Maria Madalena de Pazzi]


 

 

 
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