O que fizeste ao mais pequenino...
Quando eu tinha fome, deste-me de comer;
Quando eu tinha sede, deste-me de beber.
Quando eu estava sem casa, abriste-me as tuas portas.
Quando eu estava nu, deste-me o teu manto.
Quando eu estava cansado, ofereceste-me descanso.
Quando eu estava inquieto, acalmaste-me os tormentos.
Quando eu era pequeno, ensinaste-me a ler.
Quando eu estava só, trouxeste-me amor.
Quando eu estava preso, vieste ver-me na minha cela.
Quando eu estava acamado, vieste cuidar de mim.
Em país estranho, fizeste-me bom acolhimento.
Desempregado, arranjaste-me emprego.
Ferido em combate, curaste-me as feridas.
Carente de bondade, estendeste-me a mão.
Quando eu era preto, amarelo ou branco,
Quando era insultado e escarnecido, carregaste a minha cruz.
Quando eu era idoso, ofereceste-me um sorriso.
Quando eu estava preocupado, compartilhaste a minha pena.
Viste-me coberto de escarros e sangue,
e reconheceste-me sob o meu rosto suado.
Quando me escarneciam estavas a meu lado.
E quando eu era feliz bebias da minha alegria.
Viste-me faminto não só de pão, mas também de existir para
alguém.
Viste-me nu, não só por falta de roupa, mas também por falta
de compaixão,
pois pouca gente a concede a desconhecidos.
Viste-me desalojado não só dum abrigo feito de pedras,
mas dum coração amigo de quem se pudesse dizer que havia
alguém por mim.
Madre Teresa de Calcutá
(Tradução livre)